Domingo, Dezembro 10, 2006
To voltando.
Abandoneeeeeeeeeei.
Eu sei. Andei desativando demais o cérebro por um tempo. Uma crise de não saber por onde começar a escrever, nem vontade, enfim...Tô voltando a animar. Pra não me cobrar, resolvi ficar escrevendo despretensiosamente por um tempo. Só pra mim. Só pra exercitar. Logo mais tem coisa nova aqui. Poucas pessoas lêem o blog, mas são as que tem as opiniões mais importantes. E eu preciso continuar fazendo isso em algum lugar. É isso. Ta ressucitado.
Eu sei. Andei desativando demais o cérebro por um tempo. Uma crise de não saber por onde começar a escrever, nem vontade, enfim...Tô voltando a animar. Pra não me cobrar, resolvi ficar escrevendo despretensiosamente por um tempo. Só pra mim. Só pra exercitar. Logo mais tem coisa nova aqui. Poucas pessoas lêem o blog, mas são as que tem as opiniões mais importantes. E eu preciso continuar fazendo isso em algum lugar. É isso. Ta ressucitado.
Terça-feira, Maio 16, 2006
Nada de novo no front.
Nada de novo no front.
Nada de novo?
Nada, de novo.
Claro que não. Nós só somos pessoas preocupadas, porém impotentes, que nos olhamos no espelho e vemos capacidade. Mas bem ali, no fundo, o que nos resta é sentar a bundinha no sofá e conversar sobre a situação horrível que tá tudo.
Inclusive eu, que torci para todo mundo ficar em casa hibernando uma semaninha enquanto os bandidos e a polícia ( se é que têm que ser distintos, é praticamente redundância) se matam ali fora.
Ok. Eu odeio politizar. Mas prepara que daqui a pouco a bomba explode de verdade.
E eu sou bem a favor dos canarinhos.
Nada de novo?
Nada, de novo.
Claro que não. Nós só somos pessoas preocupadas, porém impotentes, que nos olhamos no espelho e vemos capacidade. Mas bem ali, no fundo, o que nos resta é sentar a bundinha no sofá e conversar sobre a situação horrível que tá tudo.
Inclusive eu, que torci para todo mundo ficar em casa hibernando uma semaninha enquanto os bandidos e a polícia ( se é que têm que ser distintos, é praticamente redundância) se matam ali fora.
Ok. Eu odeio politizar. Mas prepara que daqui a pouco a bomba explode de verdade.
E eu sou bem a favor dos canarinhos.
Terça-feira, Setembro 27, 2005
Para constar, no caso.
Atualmente, toda vez que abre a página para eu escrever no blog, o branco da tela domina a minha cabeça. Então, se quiser continuar lendo, ok, mas aviso que serão só coisas em vão (sem a pretensão de achar que o resto não tenha sido). Vai ser tipo diarinho. Aham. Eu tenho trabalhado bastante. Não diria bastante, mas muito tempo. Passo o dia todo na agência e tenho pensado em coisas para montar a minha pasta e tal, apesar de eu não ter tido muita evolução. Sem contar que acabo pensando algumas vezes em jobs e conceitos junto com o resto da galera da criação, o que já tem exigido boa parte da minha humilde criatividade. Ontem eu talhei o dedo. É. Passei estilete na pontinha sem querer, montando coisas aqui na agência. Sangrou pra caramba mas passou. Sempre passa. Agora tô escrevendo com o indicador da mão direita levantado. Procurando apartamento. Como é difícil! Para alugar ainda! Achar e depois tem toda aquela merda de documentação, seguro fiança, e tal. Nhé. Queria ser criança pra sempre.
Quinta-feira, Julho 28, 2005
Quinta-feira, Julho 07, 2005
espera a sua vez!
São Paulo, dia de chuva e aquele frio que eu não to acostumada. Ônibus da Brigadeiro, lotado de gente, de manhã, horário de pico. Tinha lugar na frente, antes da catraca e eu resolvi esperar lá já que ainda faltava bastante pra eu descer. Ótimo. Faltando uns três pontos para o meu, eu resolvi passar pra trás sendo que tinha uma cadeira vaga, bem do lado do cobrador. Quando eu tava procurando meu dinheiro (que não tava longe, tava no bolso de trás da calça), entrou uma mulher no ônibus que devia ter de cinquenta a sessenta anos, não mais do que isso, porque ainda pagava passagem. Tinha cara daquelas mulheres que fumaram a vida toda, bem magrela e amassada e aquela voz rouca, bem típica. Ela, apressada, passou o cartão enquanto eu tava na catraca, querendo passar na minha frente. Eu olhei para o cobrador:
- Eu vou passar.
Ele assentiu com a cabeça, eu dei os dois reais pra ele e passei. A velha:
- Você não viu que eu passei o meu cartão? (Imaginem o jeito mais escroto de se falar)
- Você não viu que EU estava na catraca? (Imaginem o jeito mais escroto ainda de se falar)
- Olha! Mas isso é um absurdo! Não se respeita mesmo os mais velhos nesse país!
- Os mais velhos eu respeito, não respeito gente mal educada como você.
- Humpf! Olha isso! Uma fedelha! Falando desse jeito comigo! Queria sentar, né, jovem?
- Queria. Eu com certeza cederia meu lugar à você , em outras circunstâncias, mas agora, você que se vire para achar lugar.
A mulher, vermelha de raiva, encostou do lado do meu banco e discretamente me deu um beliscão no braço! Eu fiquei sem reação. çompletamente. Depois, pensei que se por acaso eu fizesse um escândalo ou revidasse, o povo do ônibus que não tava por dentro da história, ia querer me linxar. A que ponto chegamos...Quanta gente desiquilibrada! Não consegui ir muito longe:
- Sua bruxa dos infernos!
E a velha foi indo para trás, se colocando no meio dos outros.
Depois, começou aquele burburinho no ônibus, das pessoas querendo saber e dar opinião sobre o que tinha acontecido.
Tem coisas que só acontecem aqui mesmo. À noite, no mesmo dia, aconteceu a mesma coisa, mas quem queria passar na minha frente era uma moça novinha. Não discuti. Acho que é regra andar com o dinheiro da passagem na mão, porque os assentos podem sair voando.
- Eu vou passar.
Ele assentiu com a cabeça, eu dei os dois reais pra ele e passei. A velha:
- Você não viu que eu passei o meu cartão? (Imaginem o jeito mais escroto de se falar)
- Você não viu que EU estava na catraca? (Imaginem o jeito mais escroto ainda de se falar)
- Olha! Mas isso é um absurdo! Não se respeita mesmo os mais velhos nesse país!
- Os mais velhos eu respeito, não respeito gente mal educada como você.
- Humpf! Olha isso! Uma fedelha! Falando desse jeito comigo! Queria sentar, né, jovem?
- Queria. Eu com certeza cederia meu lugar à você , em outras circunstâncias, mas agora, você que se vire para achar lugar.
A mulher, vermelha de raiva, encostou do lado do meu banco e discretamente me deu um beliscão no braço! Eu fiquei sem reação. çompletamente. Depois, pensei que se por acaso eu fizesse um escândalo ou revidasse, o povo do ônibus que não tava por dentro da história, ia querer me linxar. A que ponto chegamos...Quanta gente desiquilibrada! Não consegui ir muito longe:
- Sua bruxa dos infernos!
E a velha foi indo para trás, se colocando no meio dos outros.
Depois, começou aquele burburinho no ônibus, das pessoas querendo saber e dar opinião sobre o que tinha acontecido.
Tem coisas que só acontecem aqui mesmo. À noite, no mesmo dia, aconteceu a mesma coisa, mas quem queria passar na minha frente era uma moça novinha. Não discuti. Acho que é regra andar com o dinheiro da passagem na mão, porque os assentos podem sair voando.
Terça-feira, Junho 21, 2005
prévia
eu.estou.cansada.depois.maistarde.outrodia.euescrevo.tenhoquecontarahistóriadamulherquemebiliscounoônibus.incrível.nãopercam.
Segunda-feira, Junho 06, 2005
Tadinhos!
Sandy e Junior tinham uma vida um tanto quanto atribulada, boa parte pela severidade de sua mãe. Ela exigia que os filhos sempre fizessem o melhor e era extremamente cautelosa e possessiva. Tentava terapia, mas com os filhos, não tinha jeito.
As crianças só queriam fazer as coisas que crianças normais faziam e que a mãe não deixava. Queriam ir ao shopping comer alguma coisa no fast-food, jogar fliperama, ir ao cinema, mas nada feito. Andar de ônibus então, nem pensar! Mas resolveram então quebrar as regras por algum tempo de diversão.
Enquanto seus pais dormiam, Sandy e Júnior saíram às 5 da manhã de casa, e para não esquecerem o caminho de volta, foram jogando pedaços de sucrilhos pelo chão. Pegaram um ônibus em horário de pico, extremamente apertado e fedido, e decidiram descer quando viram uma casa muito diferente. Era colorida, com tecidos presos nas paredes, luzes de todas as cores sendo predominantes as vermelhas, uma bola reluzente presa no teto, além das moças sorridentes que estavam por lá.
Foram chegando perto, movidos por uma curiosidade sem tamanho e resolveram entrar. Assim que viu Júnior, uma mulher robusta e por volta dos 40 anos com um cabelo amarelo desbotado veio recebê-los:
-Olá! Vocês vieram ao lugar certo. Aqui, tudo pode acontecer! E você lindinho, vem aqui com a titia, vem. Meninas, cuidem da garota!
Enquanto isso, na casa das crianças, Noely e Xororó estavam alucinados pensando onde os filhos estavam. Já tinham rodado toda a vizinhança e o celular só dava na caixa postal. Sempre assim!
As moças da casa colorida pegaram Sandy e a vestiram como elas mesmas. Saia curtíssima, meia arrastão, peruca loira, muita maquiagem, dando destaque ao batom cor de sangue e ao salto de 15 centímetros. A menina, nova ainda, adorou tudo aquilo, afinal, até então, por causa da mãe, não havia conseguido mostrar nem um pouco daquela sensualidade natural que vem com o sexo feminino.
-Hoje, lindinha, você vai ser a mulher mais bonita e mais desejada de toda a cidade! Vamos dançar bastante, beber coisinhas doces e coloridas e você ainda vai ganhar a maior grana!
-Sério?
Júnior, nesse mesmo instante, havia sido levado a um quarto onde tinha uma cama redonda e bem fofinha. Tinha um cheiro meio estranho mas o espelho no teto o fez se distrair. A mulher quarentona chegou bem perto:
-Querido, você sabe o que faz aqui, não sabe?
-Hum...não. Vai me dar doces?
-Claro. Vou te dar o que quiser!
Noely e Xororó lembraram então da nova tecnologia adicionada aos celulares dos filhos. Eles tinham comprado um Vivo Encontra! O único celular com rastreamento!
-Ai, meu Deus, Xororó! Ainda bem! Onde eles estão?
-Calma, Noely! Hum...Rua Augusta! Vamos para lá agora!
Os pais chegaram e não encontraram os filhos exatamente como queriam.
-Opa, seu Xororó! Pode entrar! Tem carne nova na casa! Uma honra o senhor por aqui!
Assim que viu o pai, Sandy saiu correndo e foi procurar o irmão. O achou fugindo da quarentona, correndo pelo quarto.
-Papai ta aí! Vambora!
Xororó e Noely agarraram os filhos e saíram enfurecidos do lugar. Até que ficou tudo bem, por causa do Vivo Encontra, mas depois daquele dia eles nunca mais foram os mesmos. A Sandy continua sendo puta enrustida e o Júnior fugindo de mulher!
As crianças só queriam fazer as coisas que crianças normais faziam e que a mãe não deixava. Queriam ir ao shopping comer alguma coisa no fast-food, jogar fliperama, ir ao cinema, mas nada feito. Andar de ônibus então, nem pensar! Mas resolveram então quebrar as regras por algum tempo de diversão.
Enquanto seus pais dormiam, Sandy e Júnior saíram às 5 da manhã de casa, e para não esquecerem o caminho de volta, foram jogando pedaços de sucrilhos pelo chão. Pegaram um ônibus em horário de pico, extremamente apertado e fedido, e decidiram descer quando viram uma casa muito diferente. Era colorida, com tecidos presos nas paredes, luzes de todas as cores sendo predominantes as vermelhas, uma bola reluzente presa no teto, além das moças sorridentes que estavam por lá.
Foram chegando perto, movidos por uma curiosidade sem tamanho e resolveram entrar. Assim que viu Júnior, uma mulher robusta e por volta dos 40 anos com um cabelo amarelo desbotado veio recebê-los:
-Olá! Vocês vieram ao lugar certo. Aqui, tudo pode acontecer! E você lindinho, vem aqui com a titia, vem. Meninas, cuidem da garota!
Enquanto isso, na casa das crianças, Noely e Xororó estavam alucinados pensando onde os filhos estavam. Já tinham rodado toda a vizinhança e o celular só dava na caixa postal. Sempre assim!
As moças da casa colorida pegaram Sandy e a vestiram como elas mesmas. Saia curtíssima, meia arrastão, peruca loira, muita maquiagem, dando destaque ao batom cor de sangue e ao salto de 15 centímetros. A menina, nova ainda, adorou tudo aquilo, afinal, até então, por causa da mãe, não havia conseguido mostrar nem um pouco daquela sensualidade natural que vem com o sexo feminino.
-Hoje, lindinha, você vai ser a mulher mais bonita e mais desejada de toda a cidade! Vamos dançar bastante, beber coisinhas doces e coloridas e você ainda vai ganhar a maior grana!
-Sério?
Júnior, nesse mesmo instante, havia sido levado a um quarto onde tinha uma cama redonda e bem fofinha. Tinha um cheiro meio estranho mas o espelho no teto o fez se distrair. A mulher quarentona chegou bem perto:
-Querido, você sabe o que faz aqui, não sabe?
-Hum...não. Vai me dar doces?
-Claro. Vou te dar o que quiser!
Noely e Xororó lembraram então da nova tecnologia adicionada aos celulares dos filhos. Eles tinham comprado um Vivo Encontra! O único celular com rastreamento!
-Ai, meu Deus, Xororó! Ainda bem! Onde eles estão?
-Calma, Noely! Hum...Rua Augusta! Vamos para lá agora!
Os pais chegaram e não encontraram os filhos exatamente como queriam.
-Opa, seu Xororó! Pode entrar! Tem carne nova na casa! Uma honra o senhor por aqui!
Assim que viu o pai, Sandy saiu correndo e foi procurar o irmão. O achou fugindo da quarentona, correndo pelo quarto.
-Papai ta aí! Vambora!
Xororó e Noely agarraram os filhos e saíram enfurecidos do lugar. Até que ficou tudo bem, por causa do Vivo Encontra, mas depois daquele dia eles nunca mais foram os mesmos. A Sandy continua sendo puta enrustida e o Júnior fugindo de mulher!
A casa do latido embrazou!
Isso não é exatamente um post, ta? Eu não to a fim de escerver, só não quero abandonar o blog. Aliás, posso escrever sobre o genoa group, a technical filter ou a pretty jet se vocês tiverem a fim. Vários textinhos prontos.hahaha! Tão legal!
A casa do latido embrazou!- Marcelo Marmelo Martelo, lembram? Thomaz me fez lembrar.
A casa do latido embrazou!- Marcelo Marmelo Martelo, lembram? Thomaz me fez lembrar.

